A cerca de madeira percorria aquela parte da estrada onde o sol não podia tocar as quatro e quinze da tarde. Muitos passaram, passaram muitos! Mas, ninguém parou para observar as tonalidades que existiam naquele pedaço de mundo. Como sempre ninguém viu é claro... Mas elas estavam lá: calmas, translúcidas e despreocupadas com as bobices humanas, enfeitando a areia pálida do chão como uma pauta vazia a espera de melódicas sinfonias.
As tardes solitárias refletem as matizes esquecidas pelos homens, que quase sempre esquecem de como são belas as tonalidades primeiras, simples e inalteradas, e só são capazes de compreender a beleza das suas próprias criações imperfeitas, falhas, por isso submetem e precipitam tudo o que existe à sombra da sua controladora e desenfreada ingenuidade.
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Linda tua prosa poética, Mayza!
ResponderExcluirParabéns, percebo que teu talento no mundo das palavras, vai além dos versos, vejo que também passeia magistralmente por entre as prosas. Encantado.
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